Indisciplina sintomática

População Brasileira jamais cumpriu de verdade um isolamento social rígido e necessário para não alastrar a doença.

Grande movimentação de pessoas em uma rua de São Paulo, capital.

Por Luis Cesar Pereira

20/06/2020

Um povo sem consciência, sem bons exemplos e com autoridades representantes condizentes com o desleixo, o despreparo e a dificuldade em seguir regras. Não poderia dar certo mesmo.

“A população brasileira é parcialmente culpada pelas suas próprias mazelas.” Tenho a pretensão de dizer que essa frase se encaixa em diferentes momentos na História e se referindo a diversos tipos de problemas. O atual, de ordem sanitária, não tem cura e tratamento, mas poderia ser mitigado.

Com uma taxa de adesão ao lockdown abaixo de 50%, medidas pra frear a propagação do coronavírus começaram a ser tomadas em março por instituições de forma lateral. Ações coordenadas e prévias por parte do Governo federal? Nunca houveram. Aliás nunca houve País algum que dispensou dois titulares de um Ministério da saúde em plena pandemia. Esse exemplo a gente não precisava. Mas merecíamos.

Castigo divino, ação proposital da China, as teorias são fartas. Assim como as soluções pra se evitar a morte de quase 50.000 brasileiros(números mais recentes no momento da escrita desse texto e desconsiderando as subnotificações): Medidas pra garantir uma boa renda aos brasileiros pelo tempo que for e uma postura de apoio à ciência. Na prática não tivemos nenhuma.

O pagamento do auxílio emergencial instituído pelo Governo gerou filas e confusões nas agências da caixa econômica país afora. As boas medidas vieram da parte dos governos estaduais e municipais, com o fechamento do comércio não essencial, parques e restrições na circulação em aeroportos e rodoviárias.

Veio tarde. E o descompasso das ações cobrou seu alto e doloroso preço. O vírus é implacável, principalmente com quem não pode cumprir o isolamento por estar em um serviço essencial ou por precisar trabalhar.

A indisciplina citada no título logo veio na forma de lobby para uma precoce reabertura do comércio. Pressões políticas com certeza. Mas há quem compre pra alimentar quem vende: Shoppings lotados por um povo que não precisava estar ali. Meras voltinhas que geram aglomeração arriscando um efeito cascata na saúde pública

Psicologicamente, vc poderia até compreender: O povo está impedido de ter uma vida normal há 3 meses, a convivência em casa tem gerado conflitos como agressões e até feminicidios. Gente que não suporta mais olhar um pro outro e que precisa esplanecer: Os shoppings “oferecem” isso. Um alívio que suplanta o bom senso que o momento pediria.

Palavra tem poder. E o discurso do chefe do executivo sempre foi de menosprezo ao coronavirus e desleixo com as vítimas. O Brasil parece uma grande casa de Família em que se o “Pai” não dá exemplo, não serão os filhos que o darão.

Indisciplina sintomática. Porque passear e se reunir é mais importante do viver e ter consciência. O fundo do poço está dentro da mente da nação.

Publicado por Luis Cesar

Estudante de Jornalismo e Instrutor de Robótica, Games, Modelagem 3D e Analista de Informática Educativa.

Um comentário em “Indisciplina sintomática

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