A tacanha mentalidade média de Paulo

Paulo Guedes encarna um espírito bem comum do Bolsonarismo: O que prega a moral e o bons costumes, mas, fora da resenha, age como um aquele que critica.

Por Luis Cesar Pereira

O Chicago boy, estudante bolsista durante o Chile da ditatura de Pinochet. O cara que se associou à Bolsonaro após o projeto de candidatura de Luciano Huck nas eleições de 2018 naufragar, mas cuja personalidade casa tanto com a do chefe e de grande parte da classe média.

Paulo Guedes não tem notoriedade acadêmica, não escreveu grandes obras literárias sobre economia, não participou do debate econômico do País nas últimas decadas. Ainda assim, foi escolhido o ministro a comandar a pasta mais importante em qualquer governo democrático(penso que até mesmo em ditaduras também o seja): O Ministério da Economia.

De posto ipiranga de 2018 ao “empregada doméstica indo pra Disney, uma festa danada” Guedes oscilou entre a falta de bom senso, o preconceito e a incompetência. Projetos pensados pela setor econômico nem mesmo passaram do anúncio: O carteira verde e amarela, as inúmeras privatizações tão alardeadas e a – cômica – recuperação em V. Delírios e fracassos.

Hoje, o Brasil passa fome, o desemprego está em alta(é bem verdade que houve uma diminuição recentemente), a informalidade bate recordes e o País enfrenta uma situação de estagnação econômica.Este texto explica bem o termo. Recomendo. Mas Guedes insiste que estão colocando o País em descrédito, o tradicional “torcendo contra o Brasil” e que a recuperação já aconteceu.

Desculpas não faltaram. Desde sempre. Antes mesmo do pior momento do governo Bolsonaro. Que ‘é dificil ser patrão no Brasil’, ‘que é necessário menos direitos pra mais empregos’ até agora, com a pandemia da Covid-19. E quando o despreparo já era evidente, se evidenciou uma faceta que a trupe Bolsonarista sempre rejeitou: a de corrupta.

Com o escândalo do Pandora Papers, ficamos sabendo das offshores milionárias de propriedade do Ministro Paulo Guedes, investimentos alocados em paraísos fiscais que se beneficiam com os juros gerados pela alta do dólar, alta essa muito ocasionada pela instabilidade política gerada dia sim, o outro também pelo governo Bolsonaro. Não é crime ter offshores, vale lembrar. Mas é imoral, no minimo, quando se é ministro da economia com acesso a preciosas informações que afetam seus rendimentos.

Existem inúmeros por aí com a mentalidade de Paulo: Anti progressista, um verdadeiro auto proclamado paladino na luta contra a corrupção, mas que não cumpre aquilo que prega. Poderia ser outro. Alguém melhor. Mas no Governo que se apossou do Brasil à partir de 2019…

Ser melhor está fora de ordem. Ser pior é o esperado.

Publicado por Luis Cesar

Estudante de Jornalismo e Instrutor de Robótica, Games, Modelagem 3D e Analista de Informática Educativa.

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