Sistema destrutivo

O capitalismo, sistema esse em vigor no seu atual estágio financeiro, nos destrói por dentro e fora. Sua burocracia, a violência e o desleixo da sociedade nos deixam mais sufocados do que nunca.

O sistema econômico produtivo em que estamos inseridos espreme nosso planeta como uma laranja. (Imagem: Diário Liberdade)P

Por Luis Cesar Pereira

Obsolescência programada de objetos, desmatamento, culto ao consumo, desigualdade de renda. Tópicos que parecem desconexos, mas são sintomas do sistema que nos rege há uns 200 anos. E hoje ele está no seu estágio mais mesquinho e destrutivo.

Aniquilando o Planeta por fora e o ser humano por dentro. Fomentando o egoísmo e a competição sem limites morais. Aliando-se a publicidade e o uso massivo da imagem, principalmente nas redes sociais. A doença está ai e os sintomas são perceptiveis Mas há tratamento? E como chegamos até aqui?

Não se pode menosprezar, muito menos esquecer o papel da política aqui. No aspecto da democracia representativa, nos últimos anos a guinada que demos à extrema direita só aumentou essa capacidade destrutiva do Capitalismo: Com nossos representantes dispostos a manter tudo como está ou piorar. Direitos do trabalhador foram limados ou reduzidos e o abraço no neoliberalismo, em um país como o Brasil, por exemplo, foi altamente danoso.

Há prejuízos evidentes, escancarados aos olhos no meio ambiente, na renda e no convívio em sociedade. Mas o que não salta aos olhos também merece ser analisado: Os prejuízos no psicológico agora e no longo prazo. Pensa que a Covid não tem a ver com capitalismo? Engano seu. É tudo política. Biopolítica.

O ritmo avançado de crescimento das sociedades, a falta de controle urbano residencial causa catástrofes como a mais recente ocorrida no Recife. Sistema fora de controle. Especulação imobiliária, desemprego, falta de perspectiva.

Que possamos enxergar, entender e propor alternativas à ele. Pois por mais que pareça invencível, o Capitalismo tem solução. Não que ela passe por uma reforma dele, penso eu. Mas sim pelo seu fim. Através de um engajamento político constante e uma evolução do pensamento humano. Uma pena estarmos longe disso. Ou será que não?

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