Sobre digitalização da sociedade e curtinhas

Fazer compras, comprar passagens, estudar, buscar parceiros = A digitalização atinge-nos massivamente nos tempos atuais

Por Luis Cesar Pereira

Contatos: Instagram = @lcesar586 / e-mail: lcesar586@gmail.com

Olá, amigos e amigas! Depois de um tempo sem postar, vou no modo mais freestyle aqui, próprio dos textos opinativos. Alguns acontecimentos, no entanto, dão o tempero:

Ontem, o povo chileno rejeitou o texto da proposta da nova constituição chilena, com maioria absoluta de quase 70% contrária. O texto tinha um caráter reformista ousado, com a implantação de um tribunal indígena e o fim do Senado. Com a rejeição por parte da população, uma nova assembleia constituinte terá de ser formada com um novo texto a ser submetido. O acontecimento representa uma derrota pro governo de Gabriel Boric.

A atual vice-presidenta da Argentina Cristina Kirchner sofreu uma tentativa de atentado na sexta, quando um brasileiro disparou uma arma de fogo na altura do rosto da Politica. Por sorte, a arma travou, mas o susto foi grande. Fernando Sabbag Montiel, o responsável pela tentativa de crime, vive em Buenos Aires e possui tatuagens ligadas ao Nazismo. A namorada do atirador, negou, no entanto, que eles sejam Nazistas.

Mas e a “financeirização” da sociedade hoje, por exemplo? Que tem a ver com esses acontecimentos? Bem, ao meu ver, tudo. Os 2 casos são o cúmulo dos processos de digitalização da sociedade. No caso Kirchner, o ápice falho de um ódio ideológico muito alimentado na Internet e seu território de infinitas discussões e agressões, por vezes.

No caso Chileno, as expectativas dos Militantes pro nova constituição já vem desde 2019, com os protestos que fizeram, por exemplo, a Conmebol mudar a sede da final da Libertadores daquele ano.

Expectativas ele potencializadas pelos conflitos nas redes sociais pela militância. Justo. É um meio válido pra se propagar uma ideia, assim como o é pra ganhar dinheiro. A pandemia acelerou esse processo. E o avanço das fintechs, das corretoras e dos investimentos em bolsa dá o tom do quanto o Mundo se financeirizou e se digitalizou. Claro, pra quem pôde fazê-lo.

O comércio, de bens e serviços é um dos maiores contribuintes do PIB Brasileiro. Atividaes mais simples, que não requerem muito de formação acadêmica avançada. Atividade comum em sociedades capitalistas de mercado.

No entanto, grande parte da sociedade, num contexto neoliberal, vive de empregos relacionados à venda de serviços e produtos. Vendas essas, que na falta de um smartphone e Internet, não podem ser virtualizados. Ainda temos corpos físicos, e esses frequentam shoppings, ruas e brechós, por exemplo. Portanto, se financeirizar, digitalizar seu negócio e sua vida, é um tremendo privilégio. E você? Prefere a realidade detrás ou fora das telas?

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