Alô, Prefeito #1

Os desafios da Cidade do Rio de Janeiro em uma série semanal de matérias. Para o primeiro episódio: A violência urbana.

Por Luis Cesar Pereira

Antes de apresentar o problema, é preciso esclarecer o tamanho do impacto da violência no Rio hoje: Dados recentes do ISP- Instituto de Segurança Pública montaram que o número de roubos de rua, por exemplo, tiveram em março de 2020 um decréscimo de 52% na comparação com o mesmo período do ano passado.

É claro que a Pandemia do novo coronavírus auxiliou nos números: Com o isolamento social, menos gente nas ruas, o que leva a menos casos de furto e roubos. Mas não é so: Uma proibição do STF- Superior Tribunal Federal- proibiu incursões militares em comunidades, salva guarda situações em que a polícia precisa revidar. Um momento excepcional para todos.

No que diz respeito a homicídios, números ainda melhores: O total de casos foi o mais baixo dos últimos 30 anos, quando se iniciou a série histórica. 2.153 pessoas perderam a vida nos primeiros meses deste ano, menor índice para o período desde 1991. Todas as regiões tiveram queda no número de mortes, com destaque para a grande Niterói e Baixada Fluminense- Redução de 18% para cada uma.

Menos tiroteios e disparos de armas de fogo também ocorreram na região metropolitana durante os cinco primeiros meses da quarentena. Informa a plataforma Fogo Cruzado. Redução de 42% em relação ao mesmo período do ano passado. Diminuição também no roubo de cargas e violência policial. Dados para se comemorar.

No entanto, a situação ainda é desafiadora. O avanço das milícias é cada vez mais notório em regiões da Zona Norte- Praça Seca e redondezas. O Tráfico também consolidou seu domínio em diversas regiões da Baixada- Belford Roxo- onde cada vez mais barricadas são erguidas e a polícia não entra. Milícia, Tráfico, Polícia corrupta. Os problemas estão aí há anos e são um dos pilares mais problemáticos da Cidade.

Esse que vos escreve terá a intenção de trazer semanalmente um problema crônico para o próximo prefeito ou prefeita resolver. O próximo assunto a ser abordado será a questão dos transportes. Até mais!

Análise de artigos #1

O ator Jake Gyllenhaal, protagonista do filme “O Abutre”(Nightcrawler, no original)

Por Luis Cesar Pereira

Estudante de Jornalismo

Sobre “Da Ficção à Realidade: O Filme “O Abutre” e as semelhanças com a espetacularização
do telejornalismo contemporâneo” Por
Ana Paula Goulart de Andrade

Ana Goulart faz uma bela análise do poder de construção da realidade e da responsabilidade do Jornalismo moderno, que tem de dividir espaço com os meios tecnológicos atuais de construção de notícia.

Para isso, ela resume e contextualiza, utilizando o filme “O Abutre” para relacionar a mídia tradicional e a Internet uma pauta a outra e vice versa. É questionado também se o trabalho intelectual do jornalista não estaria sendo ainda mais desvalorizado em meio à essa modernidade tecnológica. Com tanta oferta de imagens com origens muitas vezes pouco questionada, subentende-se que há de fato pouca apuração e a publicação das famigeradas Fake News por grandes veículos levando -se em conta uma insana disputa pela primazia de uma notícia.

O modus operandi de se compor um telejornal é semelhante nos 3 programas jornalísticos analisados pela autora: Jornal Nacional, da TV Globo; Jornal da Record, da Rede Record e SBT Brasil, do SBT. imagens profissionais, notas cobertas, Loc vivos e etc estão presentes, claro, mas imagens amadoras e de gravadas também, mostrando a colaboração com os produtores de imagens fora da mídia. Abutres, Se preferir.

Pessoalmente, o artigo me elucidou e apresentou o porquê de tanta violência noticiada nos telejornais, além de ser um fator de muito interesse do público principalmente. Pois no jornalismo “espreme e sai sangue” as câmeras de video vigilancia e o uso de imagens amadoras ilustram surpresa, tensão e flagrantes. Grande parte da audiência, é claro, adora.

Um prefeito em apuros

Prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella

Condenação no TRE, nesta quinta-feira(24), é mais um capítulo numa teia de aranha em que Crivella se vê envolvido. Será o último?

Por Luis Cesar Pereira

Ligações escusas com a Igreja Universal, Prisão até então desconhecida(fato trazido à tona pela Revista Veja em 2016), favorecimentos imobiliários para o Senador Romário, arquivamento de processo de impeachment, A lista é longa e variada.


Fatos que comprovam a instabilidade do ex-bispo, à frente da Prefeitura do Rio. Com tantos problemas, é difícil achar que o Prefeito que prometeu “cuidar das pessoas” terá tranquilidade para cuidar da própria vida no jogo político.


A campanha eleitoral municipal começa oficialmente no próximo domingo e o atual prefeito poderá concorrer à reeleição. Pelo menos até o presente momento, já que sua inelegibilidade só passa a valer a partir da publicação da decisão do Tribunal regional eleitoral.


E mesmo assim Marcelo Crivella ainda poderá se ver livre dessa teia de aranha, pois a decisão do TRE ainda cabe recurso.


A Prefeitura se manifestou, através da nota, afirmando que o Prefeito recorrerá da decisão e ainda apontou um caso, diz a nota, de conflito de interesses entre um dos desembargadores que participou da votação e a empresa Lamsa, concessionária da Linha Amarela.


Lamsa e Marcelo Crivella travam seguidas batalhas na justiça pelo pedágio na Linha Amarela, com a última decisão favorável ao atual prefeito do Rio, que ordenou a suspensão da cobrança da tarifa.


Dessa vez, parece que Crivella terá de rezar-e agir muito- para se ver livre desse problemão.

Reabertura de museus: CCBB e Museu do Amanhã

3°°andar do belo prédio do CCBB, no Rio de Janeiro. O local já está reaberto, embora parcialmente.

Por Luis Cesar Pereira

Depois de 6 meses de inatividade devido à pandemia do Coronavirus, o carioca poderá revisitar a tradicional casa de exposições, peças de teatro e cinema: O CCBB.

Seguindo recomendações da OMS tais como o uso de máscaras, o distanciamento social e a diminuição da capacidade total, num primeiro momento apenas o térreo e o primeiro andar estarão disponíveis aos visitantes. Bibliotecas, salas de teatro e cinema seguem fechadas. É preciso agendar um horário e gerar um ingresso virtual, através do portal da eventim.

A visitação será das 09h às 17h, com entrada permitida até às 15h. Escolha um horário e divirta-se.

Centro Cultural Banco do Brasil

Endereço: R. Primeiro de Março, 66 – Centro, Rio de Janeiro – RJ, 20010-000

Museu do Amanhã também reabre

Fachada do Museu do Amanhã, localizado na Zona Portuária

Reaberto ao público desde o dia 05 de setembro, o moderno e inovador Museu do Amanhã é uma jóia da Praça Mauá. Depois de meses parado em razão da Pandemia, o local também está de volta no roteiro cultural do Carioca.

Mas atenção, é preciso agendar um horário e imprimir ou fazer o download de um ingresso antes, afim de evitar aglomerações em filas. Compras na hora não são permitidas.

O link para aquisição se encontra nesse endereço: Museu do Amanhã. Com um conceito inovador, o visitante explorará as eras e se verá questionando o impacto da vida humana e consumismo para a Terra. Imperdível. De Quinta à Domingo, das 10h às 17h, última entrada até às 16h.

Museu do Amanhã

Endereço: Praça Mauá, 1 – Centro. Rio de Janeiro, RJ

Saindo da Rotina #1 O Parque Nacional da Tijuca

Subida para o Pico da Tijuca proporciona uma bela vista para quem gosta de se aventurar.

Por Luis Cesar Pereira

Segue nosso canal no Youtube? Ainda não?!

https://www.youtube.com/user/luis94086

Muito mato, terrenos irregulares e alguns mosquitos pra incomodar. Parece pouco convidativo? E o é até vc conhecer, experimentar. Começo essa série trazendo minha experiência em um dos cantos desse gigante parque com trilhas, mirantes, cachoeiras e grutas de montão. Opçoes para todos os gostos.

Esse texto é pra você que se acostumou, e isso foi potencializado pela pandemia, à uma vida caseira, com muita Netflix e pouca ação. Sou crítico à esse tipo de vida, pois há todo um mundo aí fora com opções de locais para conhecer.

Falando do Parque, sua extensão cobre as 3 zonas da cidade do Rio: Norte, Sul e Oeste. Conheço todos. O acesso mais comum talvez seja pelo Alto da Boa Vista, onde se é possivel estacionar com certa facilidade. Logo nos primeiros metros caminhando, vc se depara com a bela Cascatinha Taunay, nomeada e homenagem ao artista Nicolas Antoine Taunay, que construira uma casa próxima à Cachoeira e se tornou um guardião do local. Vale demais a visita desde o inicio.

Andando mais um pouco, logo se percebem bifurcações: caminhos pela trilha ou pela estrada. Siga pelas trilhas pois logo vc verá placas orientando os nomes das primeiras atrações: grutas e mirantes mais próximos. O gostoso é se aventurar pela mata. Um repelente e um protetor solar para dias quentes é uma boa. E um bom preparo físico também.

Leve lanches, bastante água e uma ávida vontade de explorar, pois há muito do que se fazer no local. No período pré pandemia era comum famílias fazerem pic-nics em grande número, hoje o numero é menor.

Vista da Pedra da Gávea já da Zona Oeste, próxima ao Itanhangá Golf Club

Como estamos ainda numa grave situação sanitária, o acesso aos Mirantes e Cachoeiras está vedado, porém há quilômetros de trilhas para se observar. Visite o Centro de Visitantes no acesso pelo Alto, pegue um guia e boa sorte! Se vier de ônibus, pegue os da linha 301, 302, 303, pois eles sobem o alto e te deixam em frente à Praça Afonso Vizeu, na entrada pela Zona Norte do Parque.

Uma outra excelente opção é a Pedra Bonita, na Zona Oeste, uma trilha de nível leve até o topo, que proporciona fotos incríveis com uma bela vista.

Sim, sei que estou devendo uma ida à Pedra da Gávea. Isso ainda está nos planos. Hehe

Para se chegar, recomendo o transporte por app, já que nenhum ônibus te deixa na porta de acesso à Pedra Bonita. Você pode vir de metrô até a estação de São Conrado e de lá pegar um transporte. No entanto, vale ressaltar que o acesso à trilha, no momento, só está permitido nos dias de semana. Chegou sábado, nada feito pra quem gosta de caminhar.

Pra finalizar, gostaria de falar um pouco sobre o acesso via Horto, que dá em cachoeiras com curso d’água pequeno como a dos Primatas

Chegada da subida para a Cachoeira do Horto

Placas como essa são comuns pelo Parque para orientar os visitantes.

Seja qual for o acesso, sua visita fortalecerá o turismo local nesse momento financeiro dificil. Prestigie, tire fotos, mas não se esqueça de colaborar com a natureza: Sempre recolhe seu lixo e não alimente os animais. Fui! Sugestões e dicas de pautas de vcs são bem vindas.

Um sonho de Bérgamo

Jogadores da Dea reunidos: A força do time está no coletivo e na química entre uns e outros.

Por Luis Cesar

Estudante de Jornalismo

Não deu. A Atalanta foi derrotada pelo PSG de virada ontem por 2×1 e está eliminada da atual edição da Champions. Cansada e com uma atuação principalmente no 2° tempo aquém do seu modus operandi: Linhas altas, ataque rápido e letal(De 94 gols na Série A da última temporada recém finalizada) o time de Bérgamo disputou sua primeira Champions League da história.

O mais interessante fica além do factual: A Dea(“Deusa” em Italiano, referente à Atalanta, Guerreira da Mitologia Grega que batiza o clube) vem desenvolvendo um trabalho de excelência há 10 anos na presidência com Fermo Favini. Estrutural e filosoficamente o Clube mudou.

Com um belo estádio que foi adquirido da prefeitura de Bérgamo e, por estar em processo de expansão, não pode ser usado nessa estreia da Dea no maior torneio de Clubes do Mundo: A Atalanta jogou todas as suas partidas quando mandante no San Siro, em Milão, a cerca de 80 Km de Bérgamo. A Filosofia de contratações é: contratar jogadores promissores de ligas periféricas por preços baixos e revender por muito mais caro.

Um dos destaques do time nerazzuri é Papu Gómez, Argentino de 32 anos de idade e camisa 10 da Dea. Ele cresceu muito com a chegada de Gian Piero Gasperini, responsável por levar a Atalanta pela 2° vez seguida à Champions com um duplo 3° lugar nas 2 últimas temporadas.

O Brasileiro Rafael Tóloi é destaque na zaga. Aqui no Brasil ele se destacou por Goiás e São Paulo. De Roon, Hateboer, Zapata e Ilicic, que não esteve disponível para o jogo contra os Parisienses, são outros destaques.

O sonho que ilustra esse título segue vivo. Sonho de permanecer por anos de destaque, à frente dos titãs ainda adormecidos Milan e Inter. A Atalanta não é mais promessa. É uma realidade. O orgulho de Bérgamo: Tão castigada agora durante a pandemia, mas que pode se orgulhar do seu time.

Recomendo essa bela matéria no Footer que resume bem e explica o sucesso recente da Dea: https://footure.com.br/projeto-atalanta-um-case-de-sucesso-na-europa/

As 10 melhores séries da Netflix- Parte 2

Por Luis Cesar Pereira

Estudante de Jornalismo

Chegou a hora de conhecer a parte 2 dessa humilde listinha.

6°) Titãs

Um dos carros chefes do Streaming DC Universe, aqui a série é exibida na Netflix. Com figurinos fiéis, uma trama mais adulta com uma pegada de violência(e alguns palavrões. Hehe) a série é envolvente e cada vez maior. Não há previsão pra uma segunda temporada devido à pandemia. Pra quem está começando, é só maratonar. As 2 temporadas lançadas estão disponíveis na Plataforma.

7°) Justiceiro

Essa vai deixar saudades. Jon Bernthal entregou um Frank Castle/Justiceiro violento e afetado pelos traumas da guerra e da perda da Família. Embora haja ressalvas com a 2° temporada. Veja e tire as próprias conclusões. Com a chegada do Disney Plus, as séries Marvel na Netflix foram canceladas pois o serviço de streaming próprio da Casa do Mickey lançará seus próprios títulos.

8°) The Witcher

Dê uma chance ao seu bruxo e ao ex Superman Henry Cavill. E à beleza de Yeneffer de Vengerberg(O episódio de origem dela é o melhor da temporada)

9°) Black Summer

Um apocalipse zumbi sempre tem lugar aonde quer que você vá. Na história, um grupo de desconhecidos precisa se unir e sobreviver num Mundo habitado por mortos vivos. A Netflix lançará uma 2° temporada da série. Curtinha. Se tiver tempo, confira.

10°) Marco Polo

Que saudades, bicho. Vou até rever, eu acho. Série dramática histórica que durou apenas 2 temporadas. Era cara demais e não deu o esperado retorno à empresa. Marco Polo, personagem real, tem suas aventuras na corte de Kublai Khan(Neto do conquistador Genghis Khan) enquanto se apaixona e tenta ganhar a aprovação sendo estrangeiro(Italiano de Veneza) Veja. Vale a pena.

As 10 melhores séries da Netflix (Parte 1)

Chegou a hora de fazer uma humilde listinha com as 10 melhores produções que vi nesses meus 5 anos em contato com a gigante do Streaming. Não em ordem de qualidade. Dividirei em 2 partes. Vamos lá:

Por Luis Cesar Pereira

Estudante de Jornalismo

1) Demolidor

Estreou na Plataforma em 2015. Teve 3 ótimas temporadas apresentando Charlie Cox como o Homem Sem Medo: Advogado durante o dia, Vigilante à noite. Um marco e a primeira das séries Marvel na Plataforma. Sua última temporada foi ao em 2018 e deixou saudades nos fãs

2) Sunderland Till I Die

Excelente opção para quem curte esportes: A série, que teve 2 temporadas, mostra os bastidores, depoimentos de dirigentes, torcedores e o inferno dos Bobcats: Rebaixado da Premier League, a elite do futebol inglês na temporada 16-17 e que viria a ser rebaixado novamente na temporada seguinte. Dessa vez à 3° divisão. Boa por mostrar um pouco da devoção dos torcedores de futebol na Inglaterra.

3°) Juventus: First Team

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Continuando no Mundo do Futebol, essa é uma ode à Veglia Signora: bastidores, entrevistas e um destaque em especial a um monumento bianconero: Gianluigi Buffon. Se você gosta de futebol internacional, ótimo. Se não, dê uma chance. São apenas 3 ep com 2 temporadas.

4°) A Ascensão do Império Otomano

Uma série épica histórica que mistura dramaturgia com documentário. Uma delícia pra quem curte história com boas doses de ação, cenografia e figurino maravilhosos. Conta a tomada de Constantinopla, a capital do Império Romano do Oriente pelas mãos de Mehmet II. Uma das minhas preferidas. E com narração de Charles Dance, (O Twin Lannister; de Game of Thrones). Precisa falar algo mais?

5°) Jessica Jones

Voltando pro Universo dos Supers, trago essa Mulher de temperamento forte, alcoólatra e nada exemplar. “Jessica Jones” foi uma bela surpresa ao tratar de temas como abuso sexual, amizade e família. A lindíssima Krysten Ritter mandou muito bem no papel da Detetive particular e Defensora. Da química com Luke Cage à pegada mais urbana, essa deixará saudades como a 2° melhor(na opinião deste que vos escreve) série Marvel na Netflix.

Amanhã eu trago a 2° parte. Curtam e compartilhem. Boa semana à todos!

O mundo de joelhos

O coronavirus colocou o Mundo contra as cordas e nos fez questionar nossos hábitos, atitudes e rotina.

Por Luis Cesar Pereira

Estudante de Jornalismo

Um vírus que já matou mais de meio milhão de pessoas ao redor do Planeta. Que fez milhões de infectados. Que colocou economias de países desenvolvidos e subdesenvolvidos em pânico. Que nos tirou da Rotina, literalmente roubando a vida de familiares, amigos ou conhecidos.

O “botar nas cordas” foi também psicólogico: A necessidade de se colocar em quarentena fez muitos perderem o emprego e o contato social. Surtos, aumento do uso de drogas e violência doméstica. Apreensão em ler as notícias. Tão danoso quanto à quebra da nossa antiga rotina, foi a perda de um equilíbrio mental.

Mas toda nova situação pode trazer reflexões e boas mudanças: Se sobrevivermos, devemos voltar às nossas vidas de antes? Claro, o trabalho, lazer e socializar é vital, mas e o egoísmo? A indiferença? A ignorância características nossas antes? Talvez elas, em conjunto com outros inúmeros erros, nos tenham levado à essa situação.

O vírus é a resposta do Planeta. Com o meio ambiente ameaçado e castigado como nunca, a desigualdade sócio econômica, questões raciais, corrupção e um desentendimento das obrigações para uma boa vida em sociedade potencializaram esse cenário caótico que vivemos.

Não sejamos levianos: O novo coronavírus mataria do mesmo jeito. É uma doença nova, cujas implicações e alcance ainda não são plenamente conhecidos. Mas a falta de união e boa vontade está sendo decisiva pra alcançarmos o triste patamar de quase 100 mil mortos.

É fácil culpar presidente x ou y, o lugar comum da corrupção ou o acaso. É como se sentar numa zona de conforto. O problema é que essa zona são as cordas do ringue. Usando o clichê dessa luta que não se sabe quanto durará, tá na hora de virar o jogo. Começando por nós mesmos.

Sabendo que cada decisão gera uma consequência à curto, médio ou longo prazo, novas epidemias virão. Essa é mais uma cruel oportunidade para aprendermos a não traçarmos o mesmo cenário que nos levou até aqui.

Erguam-se. Pois o Planeta e seus habitantes estão de joelhos.

Culpa x Necessidade

O País atingiu a marca de 80.000 mortos ontem. Isso desconsiderando a subnotificação, já que o número deve ser maior. Mas muitos seguem a vida normalmente(Ou o mais próximo possível disso). Era inevitável ou é egoísmo?

Por Luis Cesar Pereira

Estudante de Jornalismo

Na prática, nunca houve uma adesão maciça ao isolamento. Pessoas continuaram com sua vida normal de trabalhos e passeios. Um país como antes. O mesmo de sempre. E isso é péssimo.

Não tenho a intenção de julgar as motivações de cada um, já que eu também não segui estritamente as medidas de isolamento social. Fiz a escolha pela necessidade. Estava surtando e sou um cara que gosta de respirar o ar puro, revisitar velhos e conhecer novos lugares.

O conflito se mostrou desde o início. Fomos impedidos de seguir uma normalidade com um presidente que jamais deu o exemplo que um bom chefe de estado faria. Um governante sem preparo intelectual, psicológico e administrativo. Governados são como crianças que precisam de bons exemplos. Comportamento viraliza. Inspira. E o de Jair Bolsonaro nunca foi exemplar.

O Brasil especificamente vive essa situação desde março, quando o poder estatal precisou agir pra impedir uma catástrofe maior. Não houve como. O nosso desleixo com leis somado à falta de políticas públicas que efetivamente fizessem efeito ajuda a explicar a catástrofe sanitária.

Psicologicamente o estrago foi maior. A falta de empatia e a banalização do absurdo tornaram todas essas mortes números. Normal.

Trago o questionamento aqui e alguns argumentos: Vocês conseguiram cumprir o isolamento à risca ou a “escapadinha” foi inevitável? Confesso não ter logrado êxito. No início, nos primeiros meses, arrumava desculpas pra ir à farmácia e mercados locais. Depois, com a reabertura da Quinta da Boa Vista, da Lagoa e do Parque Nacional da Tijuca, por exemplo, cedi a vontade de respirar um ar puro, ver gente.

Sei que esse pensamento, multiplicado aos milhares, é extremamente perigoso para a propagação do vírus, mas se a autoridade máxima não dá exemplo tendo as melhores condições estruturais para o assim fazer, não poderia eu seguir estritamente isolado. É um fardo psicólogico demais pra se carregar pois o ser humano não é feito pra se viver isolado em sociedade.

E você? A culpa foi maior do que a necessidade de socializar? Qual é o seu status e sentimento na Pandemia?

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