Jurassic World Dominion: Crítica

Bom mas não é bombom

Blue e Beta, sua cria natural, em cena do filme

O contexto: Dominion é o terceiro filme da franquia reiniciada em 2015 com Jurassic World. Essa atual ,agora,  trilogia se passa no mesmo universo iniciado pelo clássico Jurassic Park, de 1993, dirigido por Steven Spielberg. Explico melhor a seguir a história do filme, dou as minhas impressões e o meu ranking- do melhor ao pior. Vambora?

A cena clássica de Owen atraindo a atenção da Rexy no filme de 93

A produção é mais uma vez dirigida por Colin Trevorrow, diretor do filme de 2015. Após os eventos de Fallen Kingdom(o filme anterior) os Dinossauros estão agora espalhados pela Terra. E aí temos a primeira oportunidade perdida de Dominion: Mostrar isso! O impacto da presença deles pelo Globo, a interação com os humanos e os problemas advindos disso. Essa parte aliás, é um show mostrado no site-material promocional que a Universal lançou. https://www.dinotracker.com/ (Clique e veja que maravilha)

Um Apatossauro em meio ao tráfego e o mapa com pontos de aparição dos Dinos

No entanto, essas cenas de interação são preteridas em nome da história que justifique juntar o elenco de World com o da trilogia original clássica: Sam Neil: O doutor Alan Grant; Laura Dern: A Dra Elie Sattler e Jeff Goldblum, o Dr Ian Malcolm. Claro, para nós, fãs de longa data, é muito satisfatório ver o trio reunido com o trio de World(Já que a menina Lockwood também é muito inportante para a história)

Malcolm, Grant e Sattler reunidos no pôster de Dominion

Porém, a história, com seus diversos subplots acaba diminuindo o impacto da presença do trio e da ameaça do Dino Vilão da vez: Giganotossauro, o maior carnívoro terrestre que já existiu. O filme apresenta a Biosyn, empresa cânone dos livros de Michael Crichton, material base da trilogia original: Jurassic Park é de 93, sua sequência de 97 e o terceiro filme de 2001.

Capa do primeiro de 2 livros, a base para os 3 primeiros filmes.

Se em termos de história, o roteiro peca, no aspecto visual somos deleitados. É o filme com a maior quantidade de dinos mostrados em tela, incluindo um deles muito lembrado pelos fãs do original. A cena de perseguição dos Atrociraptores e a de Owen guiando a manada de Parasaurolophus é maravilhosa

Em resumo: Dominion é um filme bom, mas não é um bombom. Uma nota 7 quando, ao menos nós fãs, esperávamos um 10. Não emociona, quando esperávamos lágrimas por um prometido final épico.

PS: No meu ranking pessoal, Dominion é o 3° melhor filme, atrás do clássico de 93 e até mesmo de Jurassic World. Mas merece sua ida ao cinema, pois é um ótimo entretenimento. Até porquê, né gente… Dinossauros. Nós os amamos 🦕🦖

Sistema destrutivo

O capitalismo, sistema esse em vigor no seu atual estágio financeiro, nos destrói por dentro e fora. Sua burocracia, a violência e o desleixo da sociedade nos deixam mais sufocados do que nunca.

O sistema econômico produtivo em que estamos inseridos espreme nosso planeta como uma laranja. (Imagem: Diário Liberdade)P

Por Luis Cesar Pereira

Obsolescência programada de objetos, desmatamento, culto ao consumo, desigualdade de renda. Tópicos que parecem desconexos, mas são sintomas do sistema que nos rege há uns 200 anos. E hoje ele está no seu estágio mais mesquinho e destrutivo.

Aniquilando o Planeta por fora e o ser humano por dentro. Fomentando o egoísmo e a competição sem limites morais. Aliando-se a publicidade e o uso massivo da imagem, principalmente nas redes sociais. A doença está ai e os sintomas são perceptiveis Mas há tratamento? E como chegamos até aqui?

Não se pode menosprezar, muito menos esquecer o papel da política aqui. No aspecto da democracia representativa, nos últimos anos a guinada que demos à extrema direita só aumentou essa capacidade destrutiva do Capitalismo: Com nossos representantes dispostos a manter tudo como está ou piorar. Direitos do trabalhador foram limados ou reduzidos e o abraço no neoliberalismo, em um país como o Brasil, por exemplo, foi altamente danoso.

Há prejuízos evidentes, escancarados aos olhos no meio ambiente, na renda e no convívio em sociedade. Mas o que não salta aos olhos também merece ser analisado: Os prejuízos no psicológico agora e no longo prazo. Pensa que a Covid não tem a ver com capitalismo? Engano seu. É tudo política. Biopolítica.

O ritmo avançado de crescimento das sociedades, a falta de controle urbano residencial causa catástrofes como a mais recente ocorrida no Recife. Sistema fora de controle. Especulação imobiliária, desemprego, falta de perspectiva.

Que possamos enxergar, entender e propor alternativas à ele. Pois por mais que pareça invencível, o Capitalismo tem solução. Não que ela passe por uma reforma dele, penso eu. Mas sim pelo seu fim. Através de um engajamento político constante e uma evolução do pensamento humano. Uma pena estarmos longe disso. Ou será que não?

Um tabuleiro de Xadrez ideológico

Por Luis Cesar Pereira

Ameaças de ambos os lados. Argumentos de que “não havia escolha”. Reuniões por um acordo de paz sempre adoçadas por falas de teor bélico. Ameaças, promessas de retaliações e um enredo que se arrasta por quase 2 meses. Uma história desde já sem final feliz.

Desde o dia em que o exército russo invadiu o território ucraniano à mando do tirano de mais de 20 anos à frente do Kremlin Vladimir Putin, é a população ucraniana quem se vê encurralada nesse xadrez de simbolismos, imagens e promoção política de pessoas e grupos. Milhares de desabrigados, refugiados forçados a deixar a Ucrânia e recomeçar a vida nos países vizinhos ou mais longe. Os Peões.

Diversos Refugiados Ucranianos deslocados de seu País

Pouca comentada e forte base de apoio político, a Igreja Ortodoxa seriam os bispos. Peça não muito relevante propriamente agora, na guerra, mas responsável por apoiar-sempre em troca de algo- o ex militante de KGB, um saudoso dos tempos expansionistas da União Soviética. A Igreja Ortodoxa é forte na Rússia e conta com uma fervorosa massa. Se há protestos populares anti Putin desde o início do conflito, é a Igreja uma das instituições a mantê-lo no Kremlim.

Putin e um líder da Igreja Ortodoxa Russa

Os Cavalos seriam formados por sua base militante, grata pelos primeiros anos de ótimos resultados econômicos e alguma perspectiva de bem estar social. Soldados entre eles. Afinal, ideologia também se faz presente em casernas, como bem estamos vendo aqui no Brasil

Militantes pró Governo Russo em protesto

As Torres… Bem, estas seriam o enorme poder bélico da Rússia, nação com o maior poderio nuclear do Planeta, com ogivas e mísseis oriundos dos tempos de União Soviética. Um perigo, “brinquedos” nas mãos de Senhores políticos que blefam por vezes, mas por outras ameaçam. Uma delas seria isso. Mas a outra Torre… É vermelha e uma potência ainda maior: A China. Grande parceiro comercial russo e vizinho geográfico.

Os Presidentes da Rússia e China, respectivamente: Vladimir Putin e Xi-Jinping

A Rainha, ou melhor, As Rainhas, seriam os milionários, Oligarcas Russos(Termo que a mídia brasileira usou muito, como se aqui não tivéssemos nossos próprios Oligarcas). De Roman Abramovich a tantos que surgiram na queda do regime soviético, muitos ascendendo ao tomar posse dos bens do antigo estado comunista. Esses suportam financeira e midiaticamente o ex agente da KGB e agressor internacional.

Putin e à direita o Milionário Dono do Chelsea, Clube de Futebol Inglês: Roman Abramovich.

Por último, mas não menos importante, os Reis desse tabuleiro. Figurativamente, é claro. Biden, Putin e Zelensky não tem nada de hegemônico natural. Os três patetas são comandantes de nações cujo poder bélico(Mais a Rússia e os EUA) coloca o resto do Mundo à merce de suas decisões. Zelensky, um ex comediante, viu a ficção se tornar realidade. Assumiu o País em 2019, já no contexto pós guerra pela região da Crimeia.

Os Presidentes da Rússia, Ucrânia e EUA: Vladimir Putin, Volodymyr Zelensky e Joe Biden

Bem, o Mundo espera que, com esses jogadores, não estejamos na última partida e que o check-mate não seja definitivo.

Tempos de aflição

Você se sente mais aflto ultimamente?

Já se permitiu avaliar profundamente o que você tem passado? As causas, se faz sentido e os caminhos para resolver um problema? Penso que os problemas externos fogem da nossa alçada, mas as batalhas internas podemos travar- e vencer.

Aflição é uma manifestação externa de problemas internos, penso eu. Mas será que a pandemia não intensificou ou escancarou isso?

Uma mágoa mal resolvida, uma vontade de mandar msg, o desejo de abraçar, de sair da zona da mesmice(acho equivocado o termo “zona de conforto” pois conforto indica algo bom) tudo isso nos causa aflições. No mínimo, um incômodo. E estes, definitivamente, são tempos de muitas aflições.

Não, não quero dizer que há um “jardim das aflições” em nós(parafraseanso uma das obras do falecido pensador de direita Olavo de Carvalho) pois um jardim subentende organização, e uma mente aflita não mostra ordem alguma, (diferente de mentes sociopatas, por exemplo)) mas há certamente perturbaçoes que distraem e muitas vezes requerem a intervenção de terapeutas, psicólogos e, porquê não, amigos de bom papo

Eu creio que o primeiro passo é assumir e tentar reconhecer o problema. Mapea-lo e buscar soluções. Com ou sem ajuda para isso. E também entender que só podemos dominar e resolver nossos problemas. Coisas de maior magnitude, como a crise política e econômica que assola o País, não dá pra resolver.

Se os problemas forem numerosos e diversificados, dê prioridade àquilo que mais lhe aflige. Longe de mim bancar alguém com capacidade profissional para resolver(e também sei que não é fácil), mas, falando por conta própria, quando se dá mais atenção àquilo que é mais danoso, o peso tirado dos ombros torna a caminhada mais fácil.

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Um presente de grego

Golaço de Machis empatou o jogo para o Granada e no segundo tempo veio a virada: 4° derrota seguida do Atlético de Madrid na Liga Espanhola

Por Luis Cesar

Definitivamente, a afición colchonera não merecia ter esse gosto amargo e um presente indesejado desses em pleno natal: 4 derrotas seguidas em Liga em meio aos 10 anos de Cholo no comando da equipe.

Ao final de 2021, o Atléti completará 1 mês sem vitórias e com uma perspectiva ruim para o restante da temporada: Na 5° colocação, chances de títulos alguma e mesmo a classificação à próxima Champions league ameaçada.

Hoje, Simeone tem uma defesa extremamente falha(a 6° mais vazada da competição), desfalques importantes(Precisamos discutir a culpa de Prof° Ortega e comandados da preparação física) por lesão e um time sem criatividade ofensiva, que não chuta a gol e com tática e escalações inconstante.

Mas há boas notícias: João Félix fez uma grandiosa partida, abrindo o placar aos 2 minutos do jogo, marcou mais um gol(este anulado) e acertou uma bola na trave. O melhor homem da partida. Um contraponto evidente ao nulo Luisito Suárez. Que reclamou ao ser substituído na rodada anterior, foi titular agora, mas pouco fez. Lemar tentou, Felipe, mais uma vez, foi mal.

No horizonte O Majadahonda pela Copa do Rei e depois ainda o United pela Champions. É preciso melhorar, do contrário, a única boa lembrança que teremos será do título em 20-21.

Em tempo: Apesar das derrotas recentes, Cholo tem de ser exaltado pelos seus 10 anos a frente do Atléti. 8 títulos, 2 vice-campeonatos da Champions e o Clube no top 10 da Europa. Sou favorável à saida dele pois acho que ele já deu seu máximo. Mas não à moda brasileira. Que se espere até o final da temporada, se os resultados e atuações forem muito frustrantes, e se rescinda o contrato.

A tacanha mentalidade média de Paulo

Paulo Guedes encarna um espírito bem comum do Bolsonarismo: O que prega a moral e o bons costumes, mas, fora da resenha, age como um aquele que critica.

Por Luis Cesar Pereira

O Chicago boy, estudante bolsista durante o Chile da ditatura de Pinochet. O cara que se associou à Bolsonaro após o projeto de candidatura de Luciano Huck nas eleições de 2018 naufragar, mas cuja personalidade casa tanto com a do chefe e de grande parte da classe média.

Paulo Guedes não tem notoriedade acadêmica, não escreveu grandes obras literárias sobre economia, não participou do debate econômico do País nas últimas decadas. Ainda assim, foi escolhido o ministro a comandar a pasta mais importante em qualquer governo democrático(penso que até mesmo em ditaduras também o seja): O Ministério da Economia.

De posto ipiranga de 2018 ao “empregada doméstica indo pra Disney, uma festa danada” Guedes oscilou entre a falta de bom senso, o preconceito e a incompetência. Projetos pensados pela setor econômico nem mesmo passaram do anúncio: O carteira verde e amarela, as inúmeras privatizações tão alardeadas e a – cômica – recuperação em V. Delírios e fracassos.

Hoje, o Brasil passa fome, o desemprego está em alta(é bem verdade que houve uma diminuição recentemente), a informalidade bate recordes e o País enfrenta uma situação de estagnação econômica.Este texto explica bem o termo. Recomendo. Mas Guedes insiste que estão colocando o País em descrédito, o tradicional “torcendo contra o Brasil” e que a recuperação já aconteceu.

Desculpas não faltaram. Desde sempre. Antes mesmo do pior momento do governo Bolsonaro. Que ‘é dificil ser patrão no Brasil’, ‘que é necessário menos direitos pra mais empregos’ até agora, com a pandemia da Covid-19. E quando o despreparo já era evidente, se evidenciou uma faceta que a trupe Bolsonarista sempre rejeitou: a de corrupta.

Com o escândalo do Pandora Papers, ficamos sabendo das offshores milionárias de propriedade do Ministro Paulo Guedes, investimentos alocados em paraísos fiscais que se beneficiam com os juros gerados pela alta do dólar, alta essa muito ocasionada pela instabilidade política gerada dia sim, o outro também pelo governo Bolsonaro. Não é crime ter offshores, vale lembrar. Mas é imoral, no minimo, quando se é ministro da economia com acesso a preciosas informações que afetam seus rendimentos.

Existem inúmeros por aí com a mentalidade de Paulo: Anti progressista, um verdadeiro auto proclamado paladino na luta contra a corrupção, mas que não cumpre aquilo que prega. Poderia ser outro. Alguém melhor. Mas no Governo que se apossou do Brasil à partir de 2019…

Ser melhor está fora de ordem. Ser pior é o esperado.

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